Alemanha dia 1 – A cervejaria mais antiga

Sempre foi meu sonho conhecer a Weihenstephan, considerada a cervejaria mais antiga em atividade no mundo

Como prometi, vou começar aqui uma série sobre nossa viagem à Alemanha, prêmio do 1º Reality Show Eisenbahn Mestre cervejeiro. Ah se você não acompanhou o programa, clique aqui e assista a todos episódios. A minha ideia é dar algumas dicas para quem quer viajar e conhecer a cena cervejeira naquela que é considerada a mais tradicional das escolas, a alemã e contar também um pouco dos perrengues rsrsrs.

O tour foi todo desenhado e organizado pela Ambiental Turismo de São Paulo juntamente com o Raphael e Rafaella do Viagem Alemanha. Simplesmente perfeito! Estão de parabéns!

Nossa viagem (Minha esposa Michele comigo) começou no dia 22/07 partindo de Guarulhos/SP para Munique (Capital do estado alemão da Baviera) com conexão em Londres. Ah e aqui fica a primeira dica. Se for optar por essa conexão, lembre-se que na Inglaterra não é aceito o Euro. Então se quiser tomar um cafezinho, leve Libras esterlinas ou um cartão internacional. Sim eles não abrem mão mesmo disso! Sentimos isso na pele ao ir em um Starbucks do aeroporto kkkk

Chegamos em Munique ao meio-dia e, como não havia nada programado para esse dia, tivemos a ideia de procurar por nossa própria conta um lugar para visitar.

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A fábrica fica com os portões abertos

Sempre foi meu sonho conhecer a Weihenstephan, considerada a cervejaria mais antiga em atividade no mundo. O local comercializa cerveja desde 1040, mas a fabricação é datada desde os anos 800, muito louco né?

Sem saber muito como chegar, optamos por pedir um Uber. Aqui vale dois parênteses. O Uber em Munique não é legalizado e a própria população não vê com bons olhos, então pode ser bem difícil conseguir um e em segundo lugar, é bemmmm caro, nossa viagem custou quase 70 Euros. Depois aprendemos como ir e como voltar de trem, o que deixa a viagem muito mais barata e agradável, afinal você vai conseguir aproveitar um pouco da linda paisagem da região (No final indico pra você como chegar lá de trem).

A Weihenstephan fica situada numa colina que leva seu nome no município de Freising, bem próximo a Munique. O local respira tradição. A fábrica funciona no antigo mosteiro de São Stephan.

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O biergarten da Weihenstephan fica muito agradável no verão

Estatizada em 1803, a cervejaria foi agregada à Technische Universität München (Universidade Tecnológica de Munique). Anexo funciona o prédio da faculdade que oferece um dos mais reconhecidos cursos de graduação e pós-graduação para quem quer se tornar um Mestre Cervejeiro.

O livre acesso ao pátio da fábrica é algo que nos impressionou. Claro, não pudemos chegar nas salas de brassagem ou outras áreas de fabricação, mas a ausência de uma segurança mostra o quanto a cultura cervejeira e o respeito às tradições é algo bem próprio do alemão bávaro.

Ao lado da cervejaria funciona um ótimo restaurante com pratos tradicionais da Baviera e também  um biergarten, em português claro, um jardim da cerveja. Para quem não conhece, esse é um local tradicional na Alemanha com mesas compridas de forma a integrar a todos apaixonados pela bebida em um ambiente descontraído e agradável. E a ideia é essa mesma, se houver um local vago numa mesa, basta sentar e tomar sua cerveja.

Ah! Um detalhe, se quiser ser atendido pela garçonete, você só vai conseguir se estiver sentado em uma mesa do restaurante. No biergaten o sistema é self-service, tipo bandejão mesmo. Você pega a cerveja em um balcão e a comida em outro. Aliás uma outra informação sobre os biegartens, você até pode levar sua própria comida, desde que consuma a cerveja do local.

No restaurante o atendimento é bem padrão, sem muita frescura, mas a comida chega bem rápido e é uma delícia!

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Como perder esse Pôr do Sol às 21h? Uma das vantagens de ir de trem ao local!

A Weihenstephaner é encontrada no Brasil, mas normalmente você consegue comprar apenas as weizenbiers tradicionais (a cerveja clara de trigo). Já no local você tem a oportunidade de experimentar outros estilos, como Helles, Dunkel e a premiadíssima Vitus, uma weizenbock sensacional com 7,7% ABV, e além de tudo fresquinha!

Para voltar fomos a pé numa pequena caminhada de 1,5 km até a estação central de Freising. Foi bem bacana ver o estilinho da cidade, suas casas tradicionais, em meio a um pequeno vale. Pegamos um trem direto para perto do hotel, como estávamos hospedados próximos à estação central de Munique foi bem fácil.

Se você quiser fazer esse passeio, é bem fácil chegar lá. A partir da estação central de Munique, basta pegar o S-Bahn (que é o trem suburbano)  S-1, na plataforma 1, direto para Freising. De lá basta pegar um ônibus ou ir a pé, como fizemos, pra curtir um pouco da cidade também. Ah, a gente não ia descobrir isso se não fosse a nossa amiga e guia no local, a Milena do Destino Munique (@destinomunique), rsrsrs.

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