O lúpulo do Planalto Central

Como um administrador de empresas da área de TI, conseguiu emplacar a matéria-prima em um lugar quente e seco?

Para se produzir lúpulo, é preciso um local frio e com muita luz, condições não favoráveis se formos levar em consideração o solo brasileiro. Não foi exatamente o que pensou Pablo Tamayo Sotomayor, morador de Brasília/DF, ao se aventurar no cultivo da planta em pleno Planalto Central e criar a Tamayo Hops!

Formado em administração, com ênfase em análise de sistemas, Pablo, que é filho de imigrantes bolivianos, passou 10 anos de sua vida focado em tecnologia da informação, até se interessar por agricultura.

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O cultivo atualmente fica no Lago Norte, Brasília/DF. A nova área ficará no Lago Sul.

O lúpulo surgiu meio que por acaso na vida do agricultor. “No final de 2016 ouvi falar da planta que tanto se usava na cerveja artesanal, e seus aromas fantásticos. Procurei saber sobre o cultivo no Brasil e logo consegui comprar umas mudas pela internet”, revela Pablo. “Na sequência desses acontecimentos, surgiu um workshop de plantação aqui em Brasília que me foi de muita utilidade”.

Com um cultivo em torno de 60 a 70 plantas das variedades, Chinook, Cascade, Yakima Gold, Comet, Nugget e Mantiqueira, Pablo agora quer aumentar sua produção para até 1050 plantas em um novo terreno. “O projeto foi iniciado agora, fizemos análise do solo e vamos preparar ele, além de montar toda estrutura de sustentação de seis metros”.

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O jurado do Eisenbahn Mestre Cervejeiro e baterista do Nenhum de Nós, Sady Homrich em visita a Pablo Tamayo Sotomayor

Sobre a polêmica em produzir lúpulo em um local teoricamente não favorável a esse tipo de planta, Pablo é enfático ao afirmar que isso não passa de um mito. “Hoje já se sabe que o lúpulo cresce em qualquer lugar que tenha sol. Estão plantando, por exemplo, em lugares como Flórida ou África do Sul”, comenta.

Para ele, a latitude dos locais tradicionalmente produtores até favorece o cultivo durante o crescimento e floração, pois a quantidade de horas de sol por dia na primavera e verão é alta, mas quando chega o inverno as plantas entram em dormência, só voltando a brotar na primavera novamente. “A produção nesses locais é de uma colheita por ano, em nosso caso conseguimos três colheitas seguidas em 11 meses”, afirma o agricultor.

Pablo vê o mercado com otimismo. O lúpulo que ele produz é comercializado em forma de  flor e enviado em embalagens de 50g e 100g pelo Correio. Para isso, o produto é desidratado, é retirado a umidade dele chegando a 10%, depois ele embalado à vácuo e refrigerado de 0 a 5 graus, a fim de manter ao máximo as propriedades e qualidade. “Embora o público não tenha experiência com o uso de flores na cerveja, a aceitação tem sido ótima, pois o resultado final é uma qualidade superior da cerveja como um todo”.

FullSizeRender (2)Apesar disso, Pablo anuncia que, em breve terá a opção do lúpulo em pellet, uma ótima notícia para os caseiros. “É um mercado grande se você olhar para a produção e consumo de cerveja no Brasil e no mundo. O potencial que temos é bem grande, acredito que, mais do que uma redução no custo de abastecimento de lúpulo no mercado interno, podemos ter qualidade superior no produto que usamos”, finaliza o empresário.

Para saber mais, acesse o Instragam da Tamayo Hops:  @tamayohops

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5 comentários em “O lúpulo do Planalto Central

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