O ‘estilo americano’ de Marcielle Santiago

Da curiosidade pela cerveja artesanal para a vontade de produzir profissionalmente, ela só precisava de uma coisa: a paixão!

Marcielle Santiago sempre foi uma apaixonada por cerveja, mas só quando foi morar fora do país é que começou a se interessar realmente pelos sabores e aromas diversificados da bebida. A cada nova bebida experimentada e novos estilos descobertos, Marci (como é carinhosamente chamada pelos amigos) mais se via envolvida no meio cervejeiro.

Dessa curiosidade para as cervejas especiais surgiu o desejo real de produzir a bebida de forma artesanal. “Comecei a estudar os processos industriais e caseiros e foi então que fiz a primeira receita de panela no apartamento do meu namorado”, revela a engenheira de produção de 31 anos de idade, moradora da Zona Leste de São Paulo.

Aliás, foi em parceria com o namorado, que sempre teve o sonho abrir um bar, que Marci, até então uma funcionária da Petrobrás, viu surgir a grande oportunidade. “Eu tinha experiência com produção, por isso começamos a ver a legislação para Brewpub que era um tipo de investimento que estava dentro do nosso orçamento”, comenta.

O nome da cervejaria, Califa Brewpub, vem de uma paixão pelo estilo dos bares californianos. A California é considerada o maior Estado cervejeiro dos Estados Unidos da América e uma das regiões com a maior produção de cerveja artesanal do mundo, a média é de um Brewpub a cada raio de 20 quilômetros. Marcas já consolidadas, como: Anchor, Mikkeller, Anderson Valley e Sierra Nevada, fazem parte do destino de quem visita o local.

Atualmente, o Califa, que fica localizado no bairro do Tatuapé em São Paulo, produz suas receitas de forma cigana (em fábricas terceirizadas), mas Marcielle diz que já estão na fase de obtenção da licença do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para começar a produzir no próprio Brewpub. “Além disso, queremos em breve começar a fazer eventos e abrir novas unidades no futuro”, comenta.

Marcielle acredita que seja natural que mais mulheres consigam ocupar posições no mercado de trabalho de uma forma geral. Para ela, o setor cervejeiro vem se adaptando a essa perspectiva expontaneamente, porém crê que isso ainda esteja um pouco tímido no Brasil por ainda ser algo muito recente. “Eu como profissional na engenharia vejo que em determinados cursos as mulheres ainda são minorias, mas é uma cultura que está mudando aos poucos”.

Para a cervejeira, o que vale é fazer o que faz com amor. Ela diz que a experiência de fazer a própria cerveja é única, mas produzir e poder vender é ainda melhor, pois faz com que isso se torne uma rotina, o que alimenta essa sensação boa diariamente. “Cada cliente que vem conversar, dizer que adorou o chopp, que quer saber qual lúpulo, qual malte foi usado me traz uma sensação indescritível, é saber que estou conseguindo fazer com que meus clientes sintam o mesmo prazer que eu tenho em beber um bom pint”, comemora Marci.

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