A simbologia de Fabiana Bontempo

A cerveja chegou à vida de Fabiana graças a seu pai que é cervejeiro caseiro há mais de 20 anos.

Uma ponte é uma obra construída para estabelecer comunicação entre dois pontos separados por um curso de água ou qualquer depressão do terreno. Mas para Fabiana Bontempo Adaid, a história toda vai além dessa simples definição do dicionário.

A empresária de 38 anos se valeu da metáfora por trás da ponte para criar a sua cervejaria, a Brücke (Ponte em alemão). “Sempre achei a simbologia muito forte, tem a ver com elo de ligação, transposição de obstáculos”, comenta. Ela conta um fato curioso do passado que fortalece ainda mais essa alegoria. “Meu pai conta uma história, que quando ele era criança, estava brincando com o vovô, e disse: ‘Vovô, vamos construir uma ponte’, aí o vovô respondeu: ‘Meu filho, pra construir uma ponte, tem de haver um rio’, então ele parou, pensou e respondeu: ‘Vovô, vamos construir um rio?’. Pra mim isso tem a ver com não desistir, seguir em frente e acreditar em si”.

Não por acaso, a cerveja chegou à vida de Fabiana pelas mãos de seu pai, Sérgio Adaid. Ele é cervejeiro caseiro há mais de 20 anos. Ela conta que o pai sempre fazia seus testes na panela, até que um dia Fabiana resolveu acompanhar as brassagens dele. “Em 2010 eu brassei com meu pai pela primeira vez e foi paixão à primeira vista”, revela. “A alquimia da cerveja me encantou.”

A primeira receita original foi feita por ela em 2011, uma Pale Ale inglesa, que mais tarde veio a ser a primeira receita lançada pela Brücke, em 2014, quando a cervejaria atuava ainda como cigana. “Eu e meu sócio, Vinícius Lorenzetto, começamos de forma modesta, com um fermentador de 500 litros.”

Na época, Fabiana ainda atuava como Designer de Moda, profissão original e a cervejaria era tida como um hobby. Com o tempo a demanda pela cerveja foi aumentando e eles acabaram adquirindo, coincidentemente, a mesma fábrica onde eles já produziam como ciganos. “Aumentamos a produção sempre focando em cervejas com algum diferencial.” A Brücke pretende aumentar a produção e expandiar a atuação ainda este ano. “Estamos com várias parcerias com cervejeiros e cervejarias de Minas e outros Estados”, diz.

Para Fabiana, o envovimento das mulheres no mercado cervejeiro atual, nada mais é do que um resgate de uma cultura milenar (até a idade média, as mulheres é que fabricavam a bebida). Segundo ela, desde 2011, quando começou a fazer cerveja, percebeu que o mercado começou a evoluir bastante nesse sentido. “Éramos poucas, não tínhamos tanta expressão ou representatividade como vem acontecendo atualmente”, afirma. Ela acredita que o cenário atual está trazendo cada vez mais mulheres em posições de destaque nas cervejarias, instituições de ensino, bares e distribuidoras e importadoras de bebidas. “Eu creio que a tendência é crescer ainda mais, à medida em que o mercado oferece uma diversidade cada vez maior de estilos de cervejas”, finaliza.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: